Ir. Miguel Pagani [11-07-2004; Vitória-ES] PDF Imprimir E-mail
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Ir. Miguel Pagani faleceu no dia 11/07/2004, em Vitória - ES. Tinha nascido na Itália no dia 1º de janeiro de 1912, na cidade de Límido Comasco. Fez a primeira Profissão Religiosa no dia 08/12/1933 e logo depois, em Bréscia, fez as primeiras experiências com surdos. Em 1941 fez parte do primeiro grupo de Pavonianos que vieram ao Brasil e se instalaram em Vitória, no Bairro de Santo Antônio, um dos mais pobres da cidade, onde ficou até 1949, quando foi destinado a Pouso Alegre. Os religiosos que já em 1948 tinham assumido a Escola Profissional, assumiram naquele ano, a pedido do Bispo, a direção do Colégio São José. Permaneceu em Pouso Alegre 17 anos trabalhando no Colégio e na catequese dos bairros mais afastados da cidade. Em 1966 foi destinado à Comunidade do Gama, Distrito Federal, que na época tinha assumido a Paróquia de São Sebastião daquela cidade. Em 1974 passou a trabalhar em Brasília no CEAL, Centro Educacional para crianças com deficiência auditiva onde permaneceu até 1979, quando voltou a Pouso Alegre para trabalhar na Escola Profissional. Aí ficou aqui até o 1982. Depois passou novamente para o CEAL e aí permaneceu até o 1996, quando foi transferido para a Comunidade de Patos de Minas. Em abril deste ano, tendo apresentado problemas de saúde, mudou-se para a comunidade de Vitória, mais adequada para atender as pessoas idosas.


Quem conheceu Irmão Miguel não poderá nunca esquecer a sua alegria, o seu dinamismo, a sua perseverança em anunciar a Palavra de Deus com a palavra e com o seu estilo de vida. A ética para ele nunca foi uma relação de mandamentos, mas um culto espiritual oferecido a Deus.
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Acredito que não existe morador de Pouso Alegre com mais de 40 ou 50 anos que não tenha tido contato com o Irmão. No Colégio foi um Educador no sentido pleno do termo, envolvendo não somente o aluno, mas a família toda. Nos bairros mais nobres e longínquos a sua presença com a batina e moto Guzzi aos sábados e domingos era sinal que ninguém seria esquecido. Podia ser um “santinho”, uma bala, um aperto de mão, era uma conversa cordial, mas exigente para colocar nos trilhos uma ovelha desgarrada. Cada Pousoalegrense que viveu aqueles tempos terá uma lembrança, uma episódio para contar. Os inúmeros afilhados, nem ele sabia mais quantos eram, e suas famílias poderão relatar as suas atenções e preocupações. Para todos era o Irmão e nada mais.


E assim foi em todos os lugares onde a Província o destinou. Teve a graça de ser escolhido com os grupos que deviam abrir as portas e sempre colaborou, permitindo que a acolhida fosse positiva e desejada. Foi assim quando pela primeira vez os pavonianos vieram ao Brasil, assim em Pouso Alegre, assim no Gama, assim em Brasília e em Patos de Minas.


Aos 92 anos Deus o chamou para receber o prêmio de uma longa caminhada. O testemunho de  sua vida seja estímulo para todos, enquanto o acompanhamos com as orações para que, purificado de toda culpa, entre no Reino preparado para nós que somos Família de Deus.


Pe. Gabriel Crisciotti

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